SALA KIAKU – A Associação angolana que faz a diferença para a comunidade africana no Brasil.
André Paulo Vemba, mais conhecido como o Preto Fino, que criou a Associação SALA KIAKU, para dar visibilidade à comunidade angolana no Brasil.
Por wilhemos
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André o Preto Fino, presidente da Associação SALA KIAKU

Chick Monja, Coordenador do Movimento.
Neste domingo dia 22 aconteceu na cidade de São Paulo, o Natal solidário africano, projeto da Associação angolana, SALA KIAKU em parceria com o movimento brasileiro, M.C.M.P “Movimento Coletivo Moradia Popular”, através do coordenador do movimento, Nzuzi Pedro Tomás, mais conhecido como, Chick Monja, que coordena algumas ocupações onde residem africanos e brasileiros na região central da cidade de São Paulo.

As ocupações para quem não sabem, são prédios que vivem fechados e são invadidos por famílias que não têm onde morar e lutam pela moradia, e geralmente esses prédios não tem energia elétrica e nem água potável, fazendo os moradores lutarem para criarem condições para deixar o local habitável.
A Associação SALA KIAKU, junto com o coordenador do movimento, Chick Monja, realizaram a 1° edição do Natal Solidário africano que será anual, o evento contou também com a parceria do Projeto “Já é!” para a realização do almoço e entrega de chocolates panetones para as crianças africanas.

Preto fino, William Lemos e PJ.

O evento teve a cobertura da TV alemã, Deutsche Welle (DW), através da jornalista brasileira, Taina, que vem fazendo um trabalho sobre o líder da Associação, André o Preto Fino, na ocasião esteve presente também a imprensa brasileira, o Portal Afro.

SALA KIAKU é uma associação que trabalha com voluntários e parceiros que visam dar assistência social, educacional e cultural para a comunidade africana e em especial a angolana que reside no Brasil. A Associação tem como parceiros, o Projeto “Já é!” que é um projeto liderado pelo jornalista, William Lemos e trabalha na formação e inserção de jovens africanos no Teatro, TV e Cinema, além de voluntários angolanos como; Sengele Diogo, jovem esportista, Adriano Martins Kianda, líder comunitário angolano e alguns outros.
A Associação vem fazendo trabalhos nas ocupações que residem imigrantes africanos e nas periferias de São Paulo, dando assistência na regularização de documentos e abrindo oportunidades de pequenos negócios em todas as áreas e bolsas de estudos.
A Associação liderada pelo Preto Fino vem fazendo um trabalho tão relevante, que hoje ela esta sendo procurada por toda comunidade africana no Brasil.
ENTREVISTA COM PRETO FINO
01 – WILLIAM LEMOS
Quem é o André Paulo Vemba, ou melhor, Preto Fino?
R – PRETO FINO
Eu sou de Luanda em Angola, e desde pequeno fui muito popular em meu bairro, aquele garoto que falava muito e era muito querido por todos. Mas nem todos acreditavam em meus sonho, que era vim morar no Brasil e me tornar alguém especial.
02 – WILLIAM LEMOS
E como surgiu o apelido Preto Fino?
R – PRETO FINO
Este apelido surgiu por causa da minha vaidade, ou seja, sempre andei alinhado, bem vestido, e dai as pessoas falavam… lá vem o Preto Fino, e ai uma amiga brasileira começou a me apresentar como Preto Fino, dai surgiu meu apelido.
03 – WILLIAM LEMOS
Qual o seu objetivo futuro em relação a Associação SALA KIAKU?
R – PRETO FINO
Meu objetivo como presidente da Associação SALA KIAKU é fazer uma sociedade mais igualitaria entre os cidadãos brasileiros e africanos, e quero aproveitar para dizer que já estamos abrindo duas representações, uma em Angola e outra na Alemanha.
A Associação aceita ajuda e conta com todos que podem ajudar a comunidade africana que vive em situação de vulnerabilidade no Brasil, e as pessoas interessadas em doar podem entrar em contato com o presidente da Associação, Andre o Preto Fino.
CONTATO
+55 11 99481 5594
@associacaosalakiaku
@associaçãosalakiaku
Matéria do acervo do Portal Afro, publicada originalmente em 23 de dezembro de 2024.







