A História e o Legado de Malcolm X
19 de Maio de 2025 é um dia histórico! 100 anos da Existência de Malcolm X.
O homem que mudou a forma de ver e pensar a história e que ensinou muito sobre como devemos ser, agir e nos portar diante das mais diversas situações.
Malcolm X, foi o homem que não se calou, não se curvou, não aceitou.
Esse homem sábia onde e como queria chegar. Foi o homem que abriu muito dos caminhos que hoje desfrutamos.
Sempre olhava para toda e qualquer situação e simplesmente seguia adiante!!!
Quem foi Malcolm X?
Malcolm X (1925-1965) foi um ativista dos direitos civis estadunidense e um dos principais líderes do movimento negro nos Estados Unidos durante a década de 1950 e 1960.
Ele é conhecido por sua defesa dos direitos dos afro-americanos e sua crítica ao racismo institucionalizado.
Cresceu em uma família de ativistas, foi influenciado pelo Islã e se tornou um membro da Nação do Islã, uma organização que defendia os direitos dos afro-americanos e a separação racial.
Nação do Islã
A Nação do Islã, grupo ao qual Malcolm X pertencia e atrelado ao Nacionalismo Negro, que defendia o orgulho negro, a autodeterminação negra, e o separatismo racial.
A Nação do Islã é considerada uma seita religiosa cujo sistema de crença são completamente diferentes Islamismo ortodoxo.
Lutava pela construção de um Estado separado para o povo negro dentro das fronteiras dos EUA.
Direitos Civis e Desigualdade
Quando falamos em direitos civis e desigualdade, falamos diretamente sobre POLITICAS.
E esse foi o ponto onde Malcolm X mais confrontou e foi confrontado, pois numa era de segregação e extrema desigualdade racial, num país como Estados Unidos da América ele foi a pessoa que se opôs a tudo o que era falado e ensinado sobre “como ser negro”.
Nesse país, negro sempre teve o seu lugar desde os bairros em que podiam morar, quanto a lugares que podiam entrar e/ou trabalhar e Malcolm X sabia que aquele país era considerado o ‘centro do mundo’ e que tudo o que acontecia lá, refletiria em todos os outros países.
E foi aí que ele decidiu não se calar sob nenhuma hipótese ou circunstância e enfrentar tudo e todos que tentavam manter o apagamento de pessoas negras da história.
Somente assim, ele mostraria o quão imponente pessoas negras poderiam ser, quando decidissem simplesmente não mais ser subjulgado.
Ele também dizia que negros deveriam ir à ONU para apresentar sua situação ao mundo como um caso de genocídio e discriminação em vez de definir nossa luta, apenas como uma luta pelos direitos civis. Ele dizia que era uma luta pelos direitos humanos.
Pois inegavelmente, ele buscava uma coisa básicas direitos e condições de sobrevivência para que a história do povo negro também pudesse ser contada.
Não mais em papel secundário, como quem está sempre dependendo da palavra do homem branco para ter o seu poder.

Representatividade Negra
Este era um ícone que atuava diretamente no direito de pessoas negras EXISTIREM.
Em uma de suas principais falas em um discurso de Los Angeles, ele indagava uma sério de questionamentos sobre o discurso de “Quem te ensinou a se odiar?
Ele era extremamente intrínseco em suas palavras, nunca deixou meios de duvidas sobre absolutamente nada do que tinha a dizer.
Por onde ele chegava, causava impactos e reviravoltas nas estruturas que sustentavam o racismo, nas suas mais diversas vertentes.
“Quem te ensinou a se odiar?”
“Quem vos ensinou a odiar a textura do vosso cabelo?
Quem vos ensinou a odiar a cor da vossa pele de tal modo que a clareiam para ter a aparência dos brancos?
Quem vos ensinou a odiar a forma do vosso nariz e a forma dos vossos lábios?
Quem vos ensinou a odiar-vos a vós próprios da cabeça aos pés? Quem vos ensinou a odiar os vossos?
Quem vos ensinou a odiar a raça a que pertencem, tanto que nem querem estar perto uns dos outros?
Pois, antes de virem perguntar ao Sr. Muhammad se ele ensina o ódio, deviam perguntar quem vos ensinou a odiar o que Deus vos deu!”
Essas questões trazem diretamente o olhar do que é ser negro para o centro da história, pois ainda hoje com mais de 60 anos que Malcolm X foi assassinado, ainda vemos relatos de pessoas expostas midiaticamente (ou não), em que constantemente pede-se para que os traços sejam cada vez mais esbranquiçados, tendo que afinar o nariz, alisar o cabelo e coisas do tipo para que possam pertencer a determinados grupos sociais e ter o alcance desejado socialmente também.
O que em muito é motivo de vergonha, pois vemos pessoas de pele mais clara copiando traços estéticos, penteados e formas de existir, alcançando status social mais elevado. Enquanto sabemos que as pessoas à quem pertencem os traços originais, não se consegue se quer ter alcance de engajamento que se compare a pessoas do mesmo nichos, nas redes sociais.
Ativismo Social
Ao enfrentar diretamente as políticas públicas e religiosas nos Estados Unidos, ele foi considerado um problema “social”, em meio ao seu ativismo.
Pois suas palavras despertavam as pessoas para a consciência de que elas existiam. Tais como pessoas de outras raças.
E que de nós, da afrocentricidade advinha tudo o que existia até aquele momento.
Ele sabia que os principais filósofos, matemáticos, cientistas e tudo mais que vinha trazendo a evolução do mundo, eram negros.
E que por tempos e tempos o nomes de pessoas negras eram apagados, para que pessoas brancas pudessem ter notoriedade e reconhecimento.
Quando se decide dar vida aos seus e criar uma forma de revolução em que o negro poderia estar no centro da tomada de decisões para os seus.
Mesmo quando ele abandona sua rejeição à união de progressistas brancos a revolucionários negros, em nome de uma revolução notória ele entende que a forma pela qual pessoas brancas poderiam ajudar a causa negra não era juntando-se a organizações negras, mas sim atuando dentro de comunidades brancas a fim de transformar a mentalidade de seus pares.
Na “Declaração de Independência” em 1964, Malcolm X afirma que não haveria unidade entre brancos e negros, enquanto a unidade negra não fosse conquistada. Ele acreditava que o protagonismo do movimento negro deveria ser exercido por dirigentes negros.
Multiculturalidade de Malcolm X
Boa parte dos problemas enfrentados por Malcon X se dá, quando ele rompe laços com a Nação do Islã e decide viajar e formalizar seus pensamentos a partir de uma linguagem pluricultural em que ele passa a entender a dimensão do potencial do povo negro, independente de seguir as ideias religiosas em que acreditava, dentre elas a aceitação de progressistas brancos para que houvesse notoriedade das pessoas negras com relevância na história.
Acredito que com o passar do tempo, ele foi se tornando maior do que o que era a representação da Nação do Islã. E sem medo, ele continuou progredindo e evoluindo, alcançando cada vez mais espaço com suas falas poderosas.
Ele dedica os anos seguintes à NOI, onde revelou as suas qualidades de orador e organizador, o que lhe permitiu alcançar rapidamente o cargo de Ministro Assistente do Templo nº1 de Detroit e pouco depois o de Ministro do Templo nº7, no Harlem. Nos anos seguintes chegaria a representante nacional, tornando-se a mais influente e conhecida figura da NOI.
Que mesmo se destacando também houve um novo rompimento, permitindo-o evoluir ainda mais, para se abrir para todas as ideias já citadas, dentre outras.
Finalizando sua História
Nos meses seguintes, funda a Organização para a Unidade Afro-Americana, uma organização inspirada na Organização da Unidade Africana e com uma política de internacionalismo. É nesta fase final da sua vida que se aproxima ainda mais das ideias socialistas e levando-o a participar até mesmo de eventos como Socialist Workers Party (Partido Socialista dos Trabalhadores).
Malcolm tinha a intenção de levar à ONU uma acusação contra os Estados Unidos da América, denunciando o seu imperialismo e a forma como tratava a comunidade afro-americana. Considerava uma hipocrisia por parte das outras Nações estarem ao lado de uma potência imperialista, denunciando apenas os crimes cometidos na África do Sul durante o regime do Apartheid e na guerra colonial.
As suas capacidades para organizar e inspirar as massas no combate internacional ao racismo e imperialismo trouxeram consequências fatais. Em 21 de fevereiro de 1965, Malcolm é assassinado por 3 membros da Nação do Islão na sede da sua organização, onde se preparava para discursar.
Porque celebrar a data de 19 de Maio de 2025
Esta é a data em que Malcolm X se tornou centenário, nascido no dia 19 de Maio de 1925 viveu menos de 40 anos e dedicou a sua vida e trazer notoriedade para as pessoas negras assim como foi mostrado ao longo deste post.
Ele foi além do que a maioria de nós poderia ter sido e conseguiu o alcance necessário para que suas ideias possam repercutir nos dias de hoje como ideias atuais, pois seguimos com o enfrentamento do racismo e dos direitos básicos de pessoas negras existirem numa sociedade cada vez mais equalitária.
Legado de Malcolm X




O legado de Malcolm persiste pois mesmo após revolucionar com seu ativismo e ideologias sucedeu-se muitos outros grupos de ativismo a partir dele.
Grupos como:
Black Power Moviment e Panteras Negras, dentre outros que existem até hoje afim de que essas mesmas causas se tornem comuns de ser faladas, sem que tenhamos que lidar com um tabu para falar sobre tudo isso.
Até mesmo Martin Luther King, que até então tinha ideias adversas passou a concordar com algumas opiniões de Malcolm X publicamente, pois entendeu que a busca dos direitos humanos precisava ser feita em união, de forma eficaz e que se manter pacifico em meio a guerras não iria surtir o efeito necessário para aquilo que ele mesmo buscava.
E por essas e muitas outras histórias que Malcolm X ficou eternizado em seu legado!
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Com amor,
Bahfonica.

Bárbara Nascimento l abahfonica
30 anos, Mineira de Uberaba-MG.
Psicanálise| Idiomas| Cultura
Bahfonica
Psicanálise & narrativas afrocentradas
Protagonismo feminino negro
O centro sempre foi nosso
Uma dedicada Professora de Inglês que conhece cada um dos seus alunos na íntegra.




















