O Banzo
No coração do peito, a saudade dói. Um som profundo de terras distantes. O banzo que aperta, que não se gasta, Nas memórias de ancestrais, em cantos vibrantes. É a dor da partida, do tronco cortado.
Por Denilson de Paula Costa
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No coração do peito, a saudade dói. Um som profundo de terras distantes. O banzo que aperta, que não se gasta, Nas memórias de ancestrais, em cantos vibrantes. É a dor da partida, do tronco cortado.
De raízes que choram em solo alheio, É o grito silencioso, o amor desolado. Que clama por casa, por um lar, um meio.Nos olhos que brilham, a história escrita.
De quem viveu lutas, de quem não se esquece. É a força da luta, a voz que liberta. Um hino de fé que nunca perde.O banzo é um laço que une o passado.
Um fio invisível que tece o presente. É a dança dos corpos, o canto sagrado. É a herança viva, um legado deixado.
E assim, na lembrança, a dor se transforma. Em força, em coragem, em plano audaz.
O banzo é a chama que nunca se dorme. É a vida pulsando, é amor que se faz.Nos braços da história, na pele marcada.
O banzo é um grito, é um olhar profundo. É a luta incessante, a voz levantada. É o sonho de liberdade, é o futuro fecundo.
Sobre o autor: Denilson de Paula Costa, é especialista em história cultural, membro da academia militar e coautor do livro “Encontros com a história e a cultura africana e afro-brasileira”.
Matéria do acervo do Portal Afro, publicada originalmente em 10 de fevereiro de 2025.






