Regina Ribeiro – Quando seu berço é um palco iluminado
Regina Ribeiro – o movimento do corpo e as ondas sonoras do coração
Por Jader Nicolau Jr
· 3 min de leitura

A referência é o Brasil, mas a origem é africana. Quando seu coração pulsou pela primeira vez o ritmo era ijexá. O liquido amniótico da sua gestação tinha o encanto de Oxum. Seu DNA, vem da etnia Tikar de Camarões.

Katherine Dunham (também conhecida como Kaye Dunn, 22 de junho de 1909 – 21 de maio de 2006) foi uma dançarina, coreógrafa, escritora, educadora e ativista social americana. Dunham teve uma das carreiras de dança mais bem sucedidas no teatro americano e europeu do século 20, e dirigiu sua própria companhia de dança por muitos anos. Ela foi chamada de “matriarca e mãe-rainha da dança negra”.
“No seu “rio da vida que não para jamais”, a nascente é São Paulo, onde a correnteza principal é movida pela dança afro contemporânea, e recebendo de seus afluentes várias influências da diáspora africana, como Jorge Watusi em Salvador, prof. Tico na Acacab –São Paulo –SP – , com a professora Joan Peters, Técnica Katherine Dunham, na Alvin Ailey Dance Center**,** – Nova Iorque, com a professora Othella Dallas, sua mestra, – Basiléia- Suiça, com Germaine Acognye, do Senegal – Danças Africanas, – Viena Austria, com Kofi Koko, do Benin, Dança Afro Contemporânea – Paris – França. Na África, bebeu da fonte com o Professor Samka, Danças Tradicionais da África do Oeste em Kessabli – Mam – Costa do Marfim . Em suas 3 estadias em Camarões, também foi fortemente inspirada pelas danças tradicionais que teve oportunidade de conhecer e vivenciar como Esewe e Assiko, além de suas experiências em Gana
Mas Regina tem uma formação múltipla que lhe dá uma versatilidade em suas criações mixando parte da sua base que é o balé clássico entre outras, com Herta Bammert em Zurique, e a influência da dança moderna, com a professora Marise Mathias, do Balé Ismael Guiser em São Paulo no inicio de sua formação.Como parte de seu legado, Regina Ribeiro criou sua própria metodologia.
Portanto, o método pedagógico/didático de Dança Afro Contemporânea de RR é o resultado de uma vasta formação, de pesquisas e do trabalho pessoal diário que permitiu uma evolução contínua do seu trabalho nos últimos 40 anos.
A base do conceito do método é o fortalecimento da conexão dos (as) alunos(as) com o Elemento Terra e Elemento Água.

Com a professora Othella Dallas, sua mestra, – Basiléia- Suiça e o percussionista Fabio Freire
Na série de experiências acumuladas Regina Ribeiro, em 1993, foi contratada pelo (UNISPORT) Instituto de Esportes da Universidade de Berna onde lecionou Dança Afro Contemporânea durante 12 anos e em paralelo, dirigiu a International Black Dance Center – academia de dança, também em Berna. Paralelamente, fez várias apresentações de dança, ministrou workshops e masterclasses, por estes afluentes que também percorreu, para ilustrar vamos citar alguns importantes momentos:
Austria
ImPulsTanz – Vienna International Dance Festival
Japão Earth Crossing World Music Festival Japão
Suiça Schlachthaus Theater Berna Afro Pfingster Festival Winterthur Festival Internacional de Danse Fribourg
França
TV 5 Paris
Festival d’Avignon,
Café Concert New Morning
Brasil Sesc Consolação Centro Cultural São Paulo
“Para vida em mim fluir”, trecho de uma de suas composições, Regina Ribeiro, deixou fluir em paralelo a sua carreira de bailarina a de cantora, pois a vida lhe pediu “para tentar, reconsiderar e também mudar. E foi assim que criou seu primeiro trabalho autoral, o CD Relacionamentos, que já fez turnê na
Suiça, em Camarões e o lançamento do Brasil foi feito no Sesc Itaquera – São Paulo-SP e pretende continuar seu lançamento pelo mundo afora.
Recentemente aceitou o convite do Instituto Portal Afro – São Paulo – Brasil – de fazer um documentário – Regina Ribeiro – 40 anos de Dança Afro Contemporânea, que irá abranger o Brasil, a Europa, Estados Unidos e África.

Matéria do acervo do Portal Afro, publicada originalmente em 14 de junho de 2020.





