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Cabo Verde vai privatizar 23 empresas públicas

O governo de Cabo Verde pretende reestruturar, privatizar ou concessionar 23 empresas públicas até 2021: a companhia aérea TACV e empresas ligadas aos sectores da água e energia, telecomunicações…

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Cabo Verde vai privatizar 23 empresas públicas
Foto: Acervo Portal Afro

KONICA MINOLTA DIGITAL CAMERAO governo de Cabo Verde pretende reestruturar, privatizar ou concessionar 23 empresas públicas até 2021: a companhia aérea TACV e empresas ligadas aos sectores da água e energia, telecomunicações, portos, aeroportos; produção e comercialização de medicamento constam da resolução do governo publicada no Boletim Oficial.

Estas medidas sustentadas pelo governo sobre o imperativo de um aumento da eficiência, produtividade e competitividade da economia e das empresas, visam igualmente criar novas oportunidades de negócio, atrair o sector privado, modernizar o tecido empresarial, reduzir o peso do Estado e da dívida pública na economia. Ao defender ontem este projecto anunciado no final da semana passada, o ministro das finanças, Olavo Correia referiu que o Estado julga poder arrecadar através desta série de privatizações 90 milhões de Euros até 2021.

Na oposição, contudo, este projecto não desperta entusiasmo. António Monteiro, presidente da UCID, que é contra o programa de privatização de 23 empresas anunciado pelo governo falou em “forma pouco clara da gestão da coisa pública”. Mais pormenores com Odair Santos.

A UCID considera que a privatização de empresas estatais não deve ser encarada como um remédio para o problema fiscal de Cabo Verde. São necessárias reformas estruturais.

O partido, através do seu presidente, António Monteiro, falava hoje em conferência de imprensa, em São Vicente, a propósito do anúncio do Governo que na semana passada deu a conhecer uma lista de 23 empresas públicas que vão ser privatizadas, concessionadas ou reestruturadas até 2019.

“Privatizar para cobrir um défice público gerado por gastos correntes ou para a diminuição da dívida pública é errado. Os recursos da privatização podem funcionar num curto prazo como um analgésico para os problemas causados pela falta de recursos, mas se nenhuma mudança estrutural for feita, no longo prazo ficaremos com o défice e sem o património representado pelas empresas estatais”, entende.

Matéria do acervo do Portal Afro, publicada originalmente em 8 de agosto de 2017.

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