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Beyoncé e a representatividade negra

“Homecoming”não chega a ser cinema, e sim um vídeo sobre apresentações da super star Beyoncé, a primeira artista negra no Festival de Coachella.

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Beyoncé e a representatividade negra
Foto: Acervo Portal Afro

VÍDEO DOCUMENTÁRIO : “HOMECOMING – BEYONCÉ ”

“Homecoming”não chega a ser cinema, e sim um vídeo sobre apresentações da super star Beyoncé, a primeira artista negra no Festival de Coachella. A famosa cantora mescla aos moldes de outros documentários musicais como o clássico do Rolling Stones e o “Truth or Dare” da cantora Madonna, cenas de bastidores em P&B e os números musicais em cores. O registro é um grande presente aos fãs da cantora que podem acompanhar sua dança, canto e repertório. Podemos questionar o quanto musicalmente e artisticamente Beyoncé é importante quando avaliamos Arte e cultura de massa abrindo questões baseadas em sua performance e nas suas repetições incessantes e até certo ponto cansativas de formas e signos, criados por ela para atrair seu público massivo: imagem supersensualizada, mesmices coreográficas de baixa técnica, twerks, agudos vocais e ventiladores nervosos; Recursos mais do que conhecidos por todo o público consumidor de música pop mundial. Porém o mais relevante em “Homecoming” não é sua qualidade e importância artística-musical, mas sim a importância social, o foco que a artista dá para a visibilidade da cultura negra em sua obras. Há momentos que só interessam aos fãs, como sua luta para emagrecer depois de parir, seu dia a dia com seus filhos e esposo, números com músicas pouco conhecidas. Mas é um bálsamo quando percebemos a real preocupação de Beyoncé nesse evento e no backstage revela sobre sua preocupação em colocar luzes e dar espaço total para a cultura negra em seu palco,e o faz representando cada negro como protagonista. A palavra de ordem é representatividade e ela como estrela pop negra e precursora como mulher negra no Coachella, o faz com excelência. O show na totalidade a começar pelo casting todo negro de bailarinos e banda, une-se à coreografias que exploram movimentos de energia afro, quase tribais, a um cenário que remete à uma pirâmide e sua civilização de faraós negros e outros símbolos espalhados que têm a importância de lembrar ao público a força racial que os negros possuem na história mundial. Essa apresentação bem conceituada que alguns passaram a chamar de Beychella devido a importância que teve dentro do festival, não foi somente um show de música, foi um desabafo sobre injustiça racial e uma exigência por dar espaço ao negro na sociedade e na cultura mundial.

Avaliação:  bom 🌟🌟🌟

Matéria do acervo do Portal Afro, publicada originalmente em 2 de junho de 2019.

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