






O escritor e pesquisador Jacques d’Adesky lançou, na última Terça, 8 de maio, seu livro "Pluralismo Étnico e Multiculturalismo: Racismos e Anti-Racismos no Brasil".
O evento aconteceu no Rio de Janeiro, na Livraria do Museu da República, no Catete. Personalidades do movimento negro e artístico prestigiaram o lançamento, que contou com a participação especial de Zezé Motta, Thalma de Freitas Iléa Ferraz, Rosália Lemos, Noêmia Duque e Ele Semog, que brindaram os presentes com um recital de poesias.
"Para os militantes negros, em especal, a concepção de Jacques d’Adesky de multiculturalismo democrático é uma ferramenta importante que nos permite planejar, avaliar e monitorar a nossa ação política, para a concretização da igualdade de direitos e de oportunidades que tanto aspiramos."
Sueli Carneiro
Diretora do Geledés
"A leitura deste trabalho permite-nos evocar um momento da reflexão culturalista de Freud (O mal-estar na civilização), em que este faz menção à existência de incuráveis mal-estares, inquietudes ou impasses existenciais decorrentes do processo civilizatório. O racismo é, para nós, um claro exemplo."
Muniz Sodré
Diretor da Esola
de Comunicação da UERJ.
Zeca e Alexandre do Projeto Pré-Vestibular da Baixada Fluminense
Ao lado Zezé com um dos filhos de Jacques d' Akesky
"Os discursos proferidos
sobre esse assunto pelos ativistas dos movimento negros, os papers apresentados
em seminários e congressos científicos, os artigos publicados
em revistas de análise e de divulgação científicas
pululam a granel no universo brasileiro. Um trabalho sistemático, capaz
de costurar esse material em desordem à luz de recentes dados empíricos
e teóricos, fazia falta.
A entrada em cena de Jacques D’Adesky pela pesquisa que deu origem a este
livro contribuirá para preencher essa lacuna.
Seu livro nos oferece um debate conciso e atualizado sobre a problemática
da "questão racial" e do racismo no Brasil. Debate no qual
surgem diversas vozes: pesquisadores, ativistas dos movimentos negros, governo
e membros da sociedade civil em geral."
Kabengele Munanga
Professor de Antropologia
da Universidade de São Paulo
