
Quilombos no Estado de São Paulo
Existem no Estado de São Paulo vinte e duas comunidades quilombolas com aproximadamente mais de mil famílias de descendentes de escravos. Vinte das comunidades identificadas ficam no Vale do Ribeira. Outras duas, o Cafundó, em Salto de Pirapora, e o Jaó, em Itapeva, que ficam no sudoeste do Estado.
A história tem tratado a inserção no negro na sociedade brasileira como um aspecto marginal. Usos e costumes , que influenciaram e influenciam a cultura brasileira, continuam a ser deteriorados e somente poderão ser preservados a medida em que sejam conhecidos e difundidos em sua origem histórica, sua estrutura e sua dinâmica, traduzindo-as para as práticas culturais do cotidiano.
Vários movimentos hoje lutam contra a discriminação racial, pois esta batalha anda junto às lutas pela liberdade democrática e por melhores condições de vida, saúde, trabalho e educação de qualidade para todos, é a luta perene pela cidadania.
Para que o negro possa se conscientizar do seu valor, tanto racial quanto cultural, ele precisa Ter uma história positiva onde se apoiar.
O resgate das Comunidades Quilombolas é o primeiro passo para conhecermos parte da nossa história e começarmos a enxergar nosso passado com orgulho de um povo lutador que até hoje resiste e persiste na construção deste país.
Algumas das Comunidades Quilombolas existentes
no sul do Estado de São Paulo:
Itapeva:
Comunidade da Aldeia do Jaó: de fácil acesso, é uma comunidade
praticamente autônoma no que diz respeito a seus direitos e necessidades.
Salto de Pirapora:
Comunidade do Cafundó: resistiu ao tempo desde que foi descoberta pela
sua língua, um tipo de dialeto banto, a "cupópia".
Itaoca:
Comunidade de Cangume: O Fundo Social da cidade, juntamente com o ITESP, implantou
um projeto de habitação e integração com os residentes
do local.
Juquiá:
Comunidade de Morro Seco: comunidade que mantém sua tradição
através das músicas e danças. Extremamente católicos,
é a Igreja quem se preocupa com a preservação de sua
cultura.
Iporanga
Comunidade de Pilões, Maria Rosa, Praia Grande, Bombas, Maria Cláudia
e João Surrá:: todas são comunidades de fácil
acesso, apenas Praia Grande e Bombas têm o caminho mais dificultado
pela falta de conservação.
Cananéia
Comunidade de Mandira: de fácil acesso por estrada de terra, Mandira
tem apoio da prefeitura através de trabalhos comunitários.
Eldorado
Comunidade de Poça, Bananal Pequeno, Aboboral, Pedro Cubas, Sapatu,
André Lopes, Nhunguara, Ivaporunduva, São Pedro e Galvão:
comunidades fechadas. As visitas somente poderão acontecer mediante
autorização e acompanhamento da Secretaria de Cultura da cidade.
Miracatú
Comunidade de Biguá Preto: fácil acesso e vivas tradições.
