Paula Brito

Francisco de Paula Brito nasceu no Rio de Janeiro em 2 de dezembro de 1.809 e faleceu na mesma cidade, em 1º de dezembro de 1.861. Filho do carpinteiro Jacinto Antunes Duarte e de Maria Joaquina da Conceição Brito, iniciou sua carreira na adolescência, como aprendiz na "Tipografia Nacional".

Em 1.827 é contratado pelo recém fundado Jornal do Comércio como compositor tipográfico, assumindo mais tarde o departamento de impressão.

Em 1.830 casa-se com Rufina Rodrigues da Costa.

No ano seguinte sai do Jornal e adquiri a loja de encadernção e livros de seu primo. Com as inovações que introduz, como a tipografia por exemplo, torna-se o primeiro editor do Brasil. Pouco tempo depois a "Tipografia Fluminense de Brito & Cia" passa a ser ponto de encontro de políticos e intelectuais como Machado de Assis.

Em 1.833 lança "O Homem de Cor", primeiro jornal brasileiro dedicado à luta contra os preconceitos de raça.

Paula Brito foi também poeta, dramaturgo e tradutor. Além disso é um dos primeiros contistas brasileiros. Seus contos e novelas são publicados já a partir de 1.839.

Dois títulos de peso, portanto, pertencem a Paula Brito: "o iniciador do movimento editorial no Brasil" e o precursor da "Imprensa Negra".

Bibliografia básica. Anônimas, de 1.859 (coletânea de poesias); O Triunfo dos Indígenas, Os sorvetes e O Fidalgo Fanfarrão (textos teatrais); A Revelação Póstuma, A Mãe-Irmã e O Enjeitado (contos).