José do Patrocínio

Filho do padre João Carlos Monteiro e da quituteira Justina Maria do Espírito Santo, José Carlos do Patrocínio nasceu no dia 8 de outubro, em 1.853, na cidade de Campos. Morreu de tuberculose em 29 de janeiro de 1.905, no Rio de Janeiro.

Em 1.868 começa a trabalhar na farmácia do Hospital de Misericórdia. Empenhado nos estudos, tornou-se apto a lecionar para poder custear o curso de farmácia, formando-se em 1.874.

No ano seguinte, casa-se com sua ex-aluna Maria Henriqueta de Sena, a Bibi.

Como escritor destacou-se mais no jornalismo. A 3 de agosto de 1.880 subiu à tribuna pela primeira vez, iniciando sua campanha abolicionista.

Em 1.881 adquiriu em sociedade com o sogro a "Gazeta da Tarde", escrevendo aí seus artigos de maior destaque.

Tornou-se ex- pressão relevante na "Confederação Abolicionista", instalada no Rio de Janeiro.

Em 1.886 foi eleito para a Câmara Municipal, e reeleito em 1.887.

Funda o jornal "A Cidade do Rio", onde intensifica seus ataques contra a escravidão.

Um ano depois é decretada a abolição e José do Patrocínio inicia outra campanha. Desta vez a favor da conservação da monarquia. Mas foi derrotado, amargando, no governo de Floriano Peixoto, o desterro para o Amazonas.

Seus romances mais conhecidos são: Mota Coqueira, de 1.877; Os Retirantes, de 1.879 e Pedro Espanhol, de 1.884.