André Rebouças, engenheiro, construtor de obras como a estrada de ferro de Paranaguá.
André Pinto Rebouças (1838-1898) nasceu na Bahia. Seu pai era um proeminente advogado, deputado e conselheiro de D. Pedro I. Formou-se em Engenharia pela Escola Central do Exército, no Rio de Janeiro. Foi uma das maiores autoridades brasileiras em engenharia ferroviária e hidráulica. No Rio de Janeiro notabilizou-se por ser o primeiro a solucionar o problema de abastecimento de água com mananciais fora da cidade. Militante ativo do movimento abolicionista era, entretanto, monarquista convicto e amigo de D. Pedro II. Acompanhou o imperador em sua viagem para o exílio. Em 1893, fixou-se na Ilha da Madeira, onde morreu.
André Pinto Rebouças (1838-1898) nasceu na Bahia
" Foi militante do movimento abolicionista junto com José do Patrocínio, tendo fundado, com Joaquim Nabuco, o Centro Abolicionista da Escola Politécnica, onde era professor e jornalista. Amigo íntimo de Carlos Gomes, registrou em seus diários fatos importantes da carreira do maestro no Brasil e na Europa. Intercedeu diversas vezes junto ao Imperador Pedro II e a políticos brasileiros solicitando ajuda financeira para encenações das óperas do maestro. Rebouças era presença constante na casa da família Gomes em Milão, sendo padrinho de batismo de Carlos André. Defensor da Monarquia e leal a Pedro II, após a Proclamação da República exilou-se em Funchal, na África, onde morreu em 1898. " www.bn.br/fbn/musica/cgrebou.htm
Carlos Gomes, maestro e compositor brasileiro, autor da ópera O Guarani.
Antônio Carlos Gomes (1836-1896) foi o mais importante operista brasileiro. Nasceu em Campinas, de família pobre, e desde cedo revelou vocação musical. Protegido por D. Pedro II, foi mandado a Milão para estudar. Ali, usou a obra de José de Alencar como inspiração para O Guarani (1870). Em 1871, Carlos Gomes casou-se com Adelina Péri, apesar da oposição da família da moça contra o “selvagem cor de bronze”. Os últimos anos do compositor na Itália não foram felizes: perdeu quatro filhos, endividou-se e sofreu crises nervosas. Em 1895, foi convidado a dirigir o Conservatório do Pará. Após três meses no cargo, Carlos Gomes morreu em Belém, aos 60 anos.
"1872 - Contando com a ajuda de seu amigo André Rebouças, apresenta-se no circuito dos grandes teatros com O Guarani: La Pergola (Florença); Carlo Felice (Gênova) Covent Garden (Londres); Teatro Municipal de Ferrara; Teatro Municipal de Bolonha; Teatro Eretenio (Vicenza); Teatro Social de Treviso. Termina de compor Fosca, e encarrega Antônio Ghislanzoni de escrever-lhe o libreto Marinella, mas abandona o projeto. Verdi assiste à récita de O Guarani."
Antônio Carlos Gomes (1836-1896). Nasceu em Campinas-SP
Carolina de Jesus, escritora
Carolina Maria de Jesus (1914-1977)
nasceu em Sacramento (MG). De família pobre, estudou apenas até o segundo ano primário. Na década de 30, mudou-se para São Paulo e foi morar na favela do Canindé. Ganhava seu sustento e de seus três filhos catando papel. Um dia, encontrou uma caderneta, onde passou a registrar seu cotidiano de favelada. Descoberta por Audálio Dantas, Carolina teve suas anotações publicadas em 1960 no livro Quarto de Despejo, que vendeu mais de cem mil exemplares e foi traduzido em vários idiomas.
"Uma mulher negra, mãe solteira de três filhos, migrante, catadora de papel que, há quarenta e cinco anos, quando ainda vivia numa das primeiras favelas da cidade de São Paulo, viu a edição de trinta mil exemplares de seu primeiro livro esgotar em três dias."
Cidade Tiradentes bairro de São Paulo, criou trófeu Carolina de Jesus, entregue pela sub-prefeitura homenageando várias autoridades. Ela também foi associada a questões da reciclagem do lixo e foi criada no mesmo bairro uma biblioteca com seu nome.
Carolina de Jesus, escritora
Carolina Maria de Jesus (1914-1977)
Castro Alves, poeta abolicionista.
Antônio Frederico de Castro Alves (1847-1871) nasceu na Bahia. Em 1864, começou o curso de Direito no Recife. Em 1866, iniciou a ligação amorosa com Eugênia Câmara, que desempenhou importante papel em sua lírica e em sua vida. Em 1868, foi para o Sul, matriculando-se na Faculdade de Direito de São Paulo. Em 1870, saiu seu primeiro livro, Espumas flutuantes, único que chegou a publicar em vida, e que foi recebido muito favoravelmente. Castro Alves morreu aos 24 anos, de tuberculose. Ficou famoso pelos seus poemas sobre a escravidão, como Vozes d' África, Canção do Africano, Saudação a Palmares, Tragédia no Lar e Navio Negreiro.
Antônio Frederico de Castro Alves (1847-1871) nasceu na Bahia
Chiquinha Gonzaga, compositora, autora de “Ó, abre alas”, primeira marchinha de carnaval do país.
Francisca Edwiges Neves Gonzaga (1847-1935) nasceu no Rio de Janeiro e teve a educação esmerada dada então às moças de boa estirpe. Casou-se aos 16 anos, teve três filhos, mas sua independência e amor à música em breve a levaram à separação. Precursora da MPB, ela assinou cerca de 2 mil composições, entre as quais Ó, abre alas, primeira marchinha de carnaval. Enfrentando os preconceitos da época, tornou-se compositora de teatro de revista e regente; além disso, viveu até o fim da vida um romance com um homem muitos anos mais jovem. Abolicionista e republicana, foi uma das fundadoras da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais, a Sbat, que existe até hoje.
"Compositora e maestrina, foi a primeira mulher a obter reconhecimento público na história da música brasileira. Foi professora de piano e freqüentava rodas de choro, tocando em festas e bailes com outros chorões, entre eles, Joaquim Callado. Seu primeiro sucesso foi a polca “Atraente"
Francisca Edwiges Neves Gonzaga (1847-1935) nasceu no Rio de Janeiro
Nilo Peçanha, presidente da República.
Nilo Procópio Peçanha (Campos dos Goytacazes, 2 de outubro de 1867 — Rio de Janeiro, 31 de março de 1924).
Terminou os estudos preliminares em sua cidade. Estudou na Faculdade de Direito de São Paulo e depois na Faculdade do Recife, onde se formou. Participou das campanhas abolicionista e republicana. Iniciou sua vida política ao ser eleito para a Assembléia Constituinte em 1890. Em 1903 foi sucessivamente senador e presidente do estado do Rio de Janeiro, permanecendo no cargo até 1906 quando foi eleito vice de Afonso Pena. Em 1909, com a morte deste, assumiu o cargo de presidente.

Criou o Ministério da Agricultura, Comércio e Indústria, o Serviço de Proteção aos Índios (SPI) e inaugurou no Brasil o ensino técnico. Passou pela crise da Primeira Guerra Mundial e iniciou o saneamento básico da Baixada Fluminense.

Ao fim do seu mandato, retornou ao Senado e em dois anos depois foi novamente eleito governador do Estado do Rio de Janeiro. Renunciou a este cargo em 1917 para assumir a pasta de Relações Exteriores. Em 1918 foi novamente eleito senador e em 1921 encabeçou a chapa do Movimento Reação Republicana, que tinha como objetivo contrapor o liberalismo político contra a política das oligarquias estaduais, tendo sido derrotado nas eleições de 1o de março de 1922, embora apoiado pelas situações pernambucana, gaúcha e fluminense.
.Durante sua presidência, seus retratos eram retocados para que não transparecessem suas feições marcadamente negras.

Nilo Procópio Peçanha (1867-1924), presidente da República.
Presidente - 14/06/1909 - 15/11/1910
Vice presidente - 15/11/1906 - 14/11/1909