BAHIA
RECEBE A ÁFRICA
Encontro reúne representantes de cerca de 40 países do continente
e mais quatro da diáspora para discutir o renascimento africano
Com a presença de nomes como Nelson Mandela, Desmond Tutu, Kofi Annan,
Frederick de Klerk, Stevie Wonder, Yossou N’Dour, Angélique Kidjo
e Gilberto Gil, dentre outros, Salvador vai sediar, entre os dias 11 e 15 de
julho, a II Conferência de Intelectuais da África e da Diáspora
(CIAD).
O evento será informalmente aberto no dia 11, às 18h, com a exposição
“Abdias do Nascimento: Memória Viva”, no Centro Cultural
da Caixa Econômica Federal na Barra. No dia 12, o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva e chefes de Estado e de Governo dos países participantes
fazem a abertura oficial, às 10h, no auditório Yemanjá,
do Centro de Convenções.
A II CIAD deve reunir cerca de mil participantes de mais de 40 países
africanos e da diáspora. Entre os presentes, personalidades importantes
da geopolítica mundial como ganês Kofi Annan, secretário-geral
da Organização das Nações Unidas (ONU) e os sul-africanos
Nelson Mandela, Desmond Tutu e Frederick de Klerk. Os três últimos,
prêmios Nobel da Paz.
Destaque também para a ecologista queniana Wangari Maathai (Nobel da
Paz), o professor-doutor egípcio Ahmed Zewail (Nobel de Química),
o poeta caribenho Derek Walcott (Nobel de Literatura), o escritor egípcio
Nagib Mafouz (Nobel de Literatura), a escritora e ativista americana Tony Morrison
(Nobel de Literatura) e o escritor e dramaturgo nigeriano Wole Soyinka (Nobel
de Literatura).
O encontro será encerrado com música, na Concha Acústica,
ao som do ministro da Cultura e presidente do evento, Gilberto Gil, e de nomes
internacionais como Stevie Wonder, Yossou N’Dour, Angélique Kidjo
e Iza Pereira.
África unida - Com o tema “A Diáspora e o Renascimento Africano”,
a II CIAD será realizada no Centro de Convenções - com
atividades complementares na Universidade Federal da Bahia (Ufba) e Universidade
do Estado da Bahia (Uneb) - e visa buscar contribuições dos intelectuais
na ampliação do conhecimento e na promoção de uma
maior cooperação para o desenvolvimento das nações
africanas e da diáspora. Durante o evento, acontecerão 24 mesas
temáticas e três painéis sobre língua africana, religião
e herança cultural.
“Além do renascimento africano e globalização, o
evento vai discutir temas como identidade, educação e inclusão
social, perspectivas da juventude, políticas de saúde pública
e estratégias de desenvolvimento econômico e social, entre outros”,
revela Zulu Araújo, diretor cultural da Fundação Palmares
e coordenador cultural da II CIAD.
Centro da discussão - Em sua segunda edição, o evento será
realizado fora do continente africano. A I CIAD aconteceu em Dacar, no Senegal,
em outubro de 2004. À época do encontro, o presidente senegalês
Abdoulaye Wade propôs ao presidente Lula que a próxima conferência
fosse realizada no Brasil. A proposta foi aceita de bom grado, sem pestanejar.
A escolha da Bahia como palco e cenário se deveu à intenção
do Ministério da Cultura em colocar o estado como protagonista e centro
da discussão sobre comunidades negras no mundo. “A CIAD vai requalificar
a ação do Brasil com o continente africano. E, até por
uma questão de identidade, tinha que ser na Bahia, local que tem a maior
população negra fora da África”, diz Ubiratan Castro,
presidente da Fundação Palmares.
Maiores informações:
Waldomiro Junior (71) 9602-1760 e Nelson Rios (71) 8833-9488