Seguindo o mesmo esquema dos anos anteriores, a maioria das oficinas foi realizada em um espaço denominado Quilombo Lélia Gonçalves e Milton Santos. O número de oficinas cresceu em relação ao ano passado, mais de 50%, sendo estimadas em um total aproximado de 80 oficinas, com cerca de 12 por dia e um público em torno de 2000 pessoas nos 4 dias de oficinas.

O tema sobre quilombos esteve em alta este ano, com várias oficinas, lançamento de filme, livro, e dois dias inteiros no prédio da UFRGS, com depoimentos de estudantes universitários que conviveram, em pesquisa, com quilombolas, e com a participação de vários quilombolas do RS. Houve também uma manisfestação dentro de uma comunidade urbana, chamada Família Silva, que pelas pesquisas, pode vir a ser denominado de quilombo.

Cresceu o número de oficinas sobre as questões raciais
As Ministras Benedita da Silva e Marina Silva, e Edna Roland
Quilombo Milton Santos e Lélia Gonçalves
Denny Glover, Cida Bento e Matilde Ribeiro
Conferência Internacional sobre Reparações - Dudley Thompson, da Jamaica, Olívia Santana, Brasil, Jahahara Alkebulan Maat, Estados Unidos.observando que a necessidade de reparações continua, sendo bastante polêmico. O americano Jahahara, falando, emocionado, sobre o que o sistema penitenciário faz com os negros em seu pais, e sobre a necessidade de reparações das arbitrariedades.
Africanos, e vários representantes de entidades negras foram responsáveis pelo sucesso de público, com tradução simultânea.
Fórum Africano, vários paises da África em busca de uma coalisão para uma nova África. Foi na verdade continuação da reunião realizada em Addis - Ababa (Ethiopia) Fórum Social Africano
Mestre Lua de Salvador, e Ogã Borel, de Porto Alegre em oficina versando sobre a resistência da cultura negra, através da capoeira.
Manoel Crispim, à esquerda, de filá na cabeça, coordenou oficina com vários sindicalistas e a presença da convidada Edna Muniz
Oficina de Capoeira de Angola da Acanne, do mestre Renê.
No evento, o prefeito de Guadalupe e sua assessora, vieram convidar os brasileiros, a participarem de um festival de artes no mês de dezembro.
Crispim agradece emocionado a presença e participação de todos na oficina que foi de grande proveito para reflexão.
Encontro das Yarorixás com o professor Jairo, como convidado.
O Fórum teve três línguas oficiais, o português, o inglês e o francês. Se fôssemos contar com o dialeto dos representantes dos países africanos, o número de traduções aumentaria muito.
Ubiraci, Brasil, Eumir, Brasil, representante da África do Sul, Amauri Queiroz, do Brasil.
Mulheres negras muito bem representadas neste seminário
Jahahara, faz a platéia se levantar e diz palavras mágicas para tocar corações enrigecidos, que não conseguem ver cidadania em suas políticas.
A maioria das oficinas foi um sucesso de público. Prof. Eduardo de Oliveira, do CNAB, padre Toninho, Sonia do Grupo Atabaque, Kika.
Oficina Inserção do Negro na Universidade, ministrada pelo grupo Conei, grupos de estudantes e funcionários da UFRJ. Cerca de 100 pessoas participaram, nos temas referentes à manutenção do negro na universidade, cotas, etc. O grupo Conai foi criado há cerca de 1 ano e o objetivo é construir uma rede de solidariedade, dos negros, construir uma família. O grupo já tem algumas conquistas de bolsas de mestrado e doutorado, e trabalho com a auto-estima, valorizando a cultura negra.

Reparações, outro tema que mereceu um seminário internacional. Os africanos, com seu Fórum Africano, fizeram um seminário de propostas para uma união africana e outro seminário com Denny Glover, Dudley Thompson, e os afro-brasileiros, procurando contextuar novas propostas dentro da atual conjuntura que vivemos.

A religiosidade de matizes africanas também apresentou um encontro de iaralorixás e uma oficina externa com duração integral em um terreiro em Porto Alegre.
Mas o assunto racismo foi discutido também fora do Quilombo. Dentro da programação do Conselho Regional de Psicologia, o CEERT participou com Cida Bento e Edna Muniz.
Edna Roland participou de um painel, sobre contrato social com Luiz Dulci. Na área sindical, houve a discussão da questão racial no prédio do Gigantinho.

Este ano, o Comitê Afro Brasileiro introduziu a avaliação das palestras, possibilitando um acompanhamento dos resultados do conteúdo, número de participantes das oficinas e sugestões para o próximo evento.

Testemunhos - Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, levou mais de 2.000 pessoas para a sala do Cepuc2 e deixou outras 200 do lado de fora. O testemunho de sua história de seringueira e mulher negra foi emocionante. Denny Glover, ator da série Máquina Mortífera, também levou várias pessoas ao seu testemunho.

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