A Ministra Benedita da Silva, que no primeiro ano do Fórum Social Mundial, em 2001, apareceu na marcha junto com o atual presidente Lula, foi o grande destaque, precisando de segurança para se locomover, o que fazia com bastante dificuldade, pois as pessoas queriam tirar fotos e cumprimentá-la. Seu marido, Antonio Pitanga, ator e vereador do Rio de Janeiro, estava sempre sorridente ao lado da Ministra.
A abertura do Fórum Social Mundial ocorre sempre com uma marcha onde os participantes realizam manifestações contrárias a globalização, guerras, racismo, etc.
Devido ao grande número de participantes, as manifestações das causas do negro, através de grupos como Conen, MNU, Fala Preta!, Mulheres Negras do RS, ficou parecendo uma gota no oceano. Nos anos anteriores, houve maior concentração e participação. Felizmente, a mídia deu um destaque.

O bonito encontro de dois batalhadores da causa do negro, a Ministra Benedita da Silva e o padre Toninho, de São Paulo.
No canteiro central da av. Borges de Medeiros, padre Toninho, Sonia e Júnior, integrantes do grupo Atabaque, aguardam quase uma hora, a chegada dos grupos do movimento negro para acompanharem juntos a marcha
A mobilização importante das mulheres negras
Da esquerda para direita, Nilza do Géledes, Eliane Cavaleiro, Eliane da coordenadoria da Prefeitura de PoA, a médica Dra. Jurema e sua amiga
Vera Lopes com a faixa da ONG Maria Mulher, que implementou o serviço de SOS racismo em Porto Alegre
Mulheres africanas, levam faixa do Fórum Social Africano, ocorrido este ano com a mensagem, Uma outra África é possível.
Na frente do MNU, Grupo de capoeira de Angola Acanne, do mestre Rene, de Porto Alegre.
O Movimento Negro Unificado com sua gigantesta faixa e outra menor em inglês. Ao lado direito, o militante Crispim
Quilombolas do Maranhão, presentes na marcha.
O escritor, professor, pesquisador Oliveira Silveira, participa da movimentação
Sr. N'djai, de filá na cabeça, Ministro de Assuntos Sociais e presidente do partido dos trabalhadores da Guiné-Bissau
O fim da Marcha é no anfiteatro do Pôr-do-Sol, onde acontecem os shows e o discurso do Presidente Lula

Cerca de 140 mil pessoas unidas na “Marcha pela Paz”
Por Isabel Clavelin

A solenidade de abertura do III Fórum Social Mundial ocorreu na tarde de 23 de janeiro, no Centro de Eventos da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), em Porto Alegre. No entanto, a grande “abertura” se deu durante a Marcha pela Paz, saída do Largo Glênio Peres, às 18h, até o Anfiteatro Pôr-do Sol. Segundo dados da Brigada Militar, aproximadamente, 140 mil pessoas participaram do manifesto pela paz mundial com repúdio à eminente guerra dos Estados Unidos contra o Iraque, preservação do meio ambiente e luta de direitos humanos.

Movimento Negro
A concentração das entidades negras foi um show a parte. Com faixas coloridas, jogo de capoeira e bateria de escola de samba, as entidades negras marcharam tendo as “Reparações” como palavras de ordem. A aproximação entre o Movimento Negro Brasileiro e africanos durante a caminhada, atraíram a atenção das pessoas que assistiram a marcha das janelas e calçadas de Porto Alegre.

O bom e velho samba
Após a caminhada, os ativistas do Fórum Social Mundial seguiram até o Anfiteatro Pôr-do-Sol para assistir aos shows de Quartchêto (música instrumental com toques eruditos e brasileiros), do sanfoneiro Sivuca e do sambista Paulinho da Viola, a apresentação mais aguardada da Noite Graciliano Ramos. Nesta sexta-feira, 24, acontece, a partir das 20h30, shows com Revolução (Hip Hop), Jorge Benjor e Ruben Rada (candomblé).

A Ministra Benedita da Silva, é o maior destaque da comunidade negra na marcha
Deise Benedito, da Fala Preta!, do lado direito da foto, segura faixa do Mov. de Mulheres Negras

A juventude de São Paulo, após a caminhada, em uma pausa na praça da alimentação, no anfiteatro do Pôr-do-Sol.

Mamy, afro-americana, Luis Orlando da Bahia, Lezi, Paulo e companheira.
índice