


















A Ministra Benedita da
Silva, que no primeiro ano do Fórum Social Mundial, em 2001, apareceu
na marcha junto com o atual presidente Lula, foi o grande destaque, precisando
de segurança para se locomover, o que fazia com bastante dificuldade,
pois as pessoas queriam tirar fotos e cumprimentá-la. Seu marido, Antonio
Pitanga, ator e vereador do Rio de Janeiro, estava sempre sorridente ao lado
da Ministra.
A abertura do Fórum Social Mundial ocorre sempre com uma marcha onde
os participantes realizam manifestações contrárias a
globalização, guerras, racismo, etc.
Devido ao grande número de participantes, as manifestações
das causas do negro, através de grupos como Conen, MNU, Fala Preta!,
Mulheres Negras do RS, ficou parecendo uma gota no oceano. Nos anos anteriores,
houve maior concentração e participação. Felizmente,
a mídia deu um destaque.


Cerca de 140 mil
pessoas unidas na “Marcha pela Paz”
Por Isabel
Clavelin
A solenidade de abertura do III Fórum Social Mundial ocorreu na tarde de 23 de janeiro, no Centro de Eventos da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), em Porto Alegre. No entanto, a grande “abertura” se deu durante a Marcha pela Paz, saída do Largo Glênio Peres, às 18h, até o Anfiteatro Pôr-do Sol. Segundo dados da Brigada Militar, aproximadamente, 140 mil pessoas participaram do manifesto pela paz mundial com repúdio à eminente guerra dos Estados Unidos contra o Iraque, preservação do meio ambiente e luta de direitos humanos.
Movimento Negro
A concentração das entidades negras foi um show a parte. Com
faixas coloridas, jogo de capoeira e bateria de escola de samba, as entidades
negras marcharam tendo as “Reparações” como palavras
de ordem. A aproximação entre o Movimento Negro Brasileiro e
africanos durante a caminhada, atraíram a atenção das
pessoas que assistiram a marcha das janelas e calçadas de Porto Alegre.
O bom e velho
samba
Após a caminhada, os ativistas do Fórum Social Mundial seguiram
até o Anfiteatro Pôr-do-Sol para assistir aos shows de Quartchêto
(música instrumental com toques eruditos e brasileiros), do sanfoneiro
Sivuca e do sambista Paulinho da Viola, a apresentação mais
aguardada da Noite Graciliano Ramos. Nesta sexta-feira, 24, acontece, a partir
das 20h30, shows com Revolução (Hip Hop), Jorge Benjor e Ruben
Rada (candomblé).
A juventude de São Paulo, após a caminhada, em uma pausa na praça da alimentação, no anfiteatro do Pôr-do-Sol.