Floresta Aurora – Sociedade Beneficente e Cultural Floresta Aurora
Rua Coronel Marcos, 527 – Porto Alegre/RS
Cep: 91760-000 – fone: (51) 241-6051
A Sociedade Floresta Aurora foi criada por negros forros, em Porto Alegre, em 1872. De sua história fazem parte nomes ilustres, como João Cândido.
A assinatura da Lei Áurea, que aboliu a escravatura no Brasil, no dia 13 de maio de 1888, foi muito comemorada. Num lugar especial em Porto Alegre, na esquina das ruas Aurora (atual Barros Cassal) e Floresta (Cristóvão Colombo) funcionava, havia 15 anos e meio, a Sociedade Beneficente Cultural Floresta Aurora. Seus associados, todos negros já libertos, festejaram a libertação dos demais.
Fundada por negros forros (que haviam ganho a liberdade) em 31 de dezembro de 1872, a Floresta Aurora contempla uma parte importante da história social dos negros porto-alegrenses. A sociedade teria surgido com caráter beneficente, para auxiliar famílias negras em caso de óbito, custeando o funeral e prestando assistência aos familiares do falecido. Os fundadores, na maioria, eram operários, como Luiz F. Pereira, que segundo um velho livro, de páginas amareladas, foi o primeiro matriculado. Havia muitos funcionários públicos, jornaleiros, motoristas e ate um "proprietário". Quase todos moravam pelos bairros Cidade Baixa, Bom Fim, Rio Branco e Menino Deus, na época, de grande concentração de negros.
Com o tempo, a sociedade foi crescendo, com o aumento do quadro social e a aquisição de sedes próprias. A primeira delas na Rua Concórdia (atual José do Patrocínio), depois passou pela Lima e Silva, pela Curupaiti (bairro Cristal), até chegar à atual, na Rua Coronel Marcos, na Pedra Redonda.
Bailes, atos públicos, protestos e homenagens fazem parte da história da Floresta Aurora. Em 1959, o homenageado foi João Cândido, o marinheiro gaúcho que, em 1910, havia liderado a Revolta da Chibata, rebelando-se contra os maus tratos na Marinha. Ele inspirou os compositores João Bosco e Aldir Blanc na musica "O Mestre Sala dos Mares".
