Cruz e Souza

João de Cruz e Sousa nasceu em 24 de novembro de 1.861 em Nossa Senhora do Desterro (atual Florianópolis) e morreu a 19 de março de 1.898, de tuberculose. Filho do mestre-pedreiro Guilherme da Cruz e da alforriada Carolina Eva da Conceição. Aos oito anos já causava espanto por fazer versos e saber rimar.

Em 1.881 funda a Tribuna Popular com seu amigo Virgílio Várzea.

O primeiro livro sai em 1.885, também em colaboração de Virgílio, sob o título de Tropos e Fantasias. Neste mesmo ano funda "O Moleque", jornal que lhe trouxe muitos problemas.

Em 1.890 transfere-se para o Rio de Janeiro, aderindo ao Simbolismo. Torna-se repórter da Folha Popular e colabora com José do Patrocínio na cidade do Rio.

Em 1.893 casa-se com Gavita com quem tem quatro filhos. Para tentar melhorar a situação financeira, delicada antes do casamento e grave com o nascimento dos filhos, começa a trabalhar como arquivista na Central do Brasil.

Chamado de "O ante Negro" e "Cisne Negro", Cruz e Sousa foi também um fervoroso participante do movimento abolicionista, através de seus artigos em jornais e poemas como Escravocratas, Na Senzala e Grito de Guerra.

Algumas Obras: Tropos e Fantasias (1.885), Broquéis (1.893), Missal (1.893), Evocações (1.898), Faróis (1.900) e Últimos Sonetos (1.905).