VÍDEOS

Além dos lançamentos que divulgaremos em nossa seção, pretendemos indicar filmes que pelo tema ou curiosidade despertem a reflexão e debate entre nossos Internautas.

Você também pode dar sua dica, explicando os motivos da escolha e informações básicas para identificação do filme: diretor, atores, país, etc.

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"Até as últimas consequências" (set it off) Direção: F. Gary Gray, com: Queen Latifah, Vivica A. Fox (Independence Day), Jada Pinkett (O Professor Aloprado) e Kimberly Elise.
A maioria dos afro-descendentes brasileiros (principalmente os do Rio e São Paulo), costumam ter um certo fascínio pelo modo de vida dos negros norte- americanos. É evidente que vivendo na maior potência econômica do planeta, desfrutem "um pouco" dessas benesses, mas nem tanto. "Até as últimas conseguências" mostra a pobreza e dificuldade em que vivem negros na periferia de Los Angeles. Através das quatro protagonistas mergulhamos num mundo onde as drogas e exclusão social dão o tom. Por vezes temos a sensação de assistirmos a uma guerra civil, onde temos de um lado a opressora polícia e de outro uma população acuada e desesperada. O filme é violento e por vezes perturbador ao mostrar que, fora uma exceção, todos os negros são mortos por brancos, e todos os brancos por mãos negras. Além de deixar a impressão da impossibilidade de convivência entre as duas raças. Assista, com olhos críticos e reflita sobre as mensagens contidas no filme.

Orfeu
Direção: Carlos Diegues, com Toni Garrido, Zezé Motta e Milton Gonçalves. Talvez você já tenha assistido no cinema... Reveja. As polêmicas discussões a respeito da qualidade da fita já foram exaustivamente esgotadas. Nos interessa o fato, ainda raro, de assistirmos a um filme nacional onde a maior parte do elenco é composta por negros. Preste atenção nos pontos positivos do filme: a excelente trilha sonora, a belíssima fotografia e as sublimes atuações de Zezé Motta e Milton Gonçalves, como os pais de Orfeu. Também no elenco Maria Ceiça, Isabel Fillardis (que surpreende no final) e uma especial, mas desperdiçada, participação de Léa Garcia, uma das estrelas da versão de Orfeu feita há anos atrás pelo francês Marcel Camus.