Mini-curso: Implementando
o quesito cor nos serviços públicos: raça e saúde
Reportagem:Jader
Nicolau Jr.e Rosangela Malachias
Fotos: Jader Nicolau Jr.Colab.: Damaris Germana Roberto
Sensibilização e construção de agenda das atividades
do projeto “Implementação do Quesito Cor no Centro de
Referência e Treinamento de DST/AIDS”
Edna Muniz - CEERT
Valu Ribeiro – arte -educadora
Este mini-curso deu um
devido peso à questão da saúde da população
negra, envolvendo profissionais da área. Foi uma intensa troca de experiências,
com um envolvimento especial dado pela arte-educadora Valu Ribeiro, pois a
proposta envolvia sensibilização.
A abertura das atividades foi feita pelo Dr. Hédio Silva, que após
o comentário da importância do curso compôs a primeira
mesa dos trabalhos.
O mini-curso foi composto de 3 temas principais: Avanços na Implementação
do Quesito Cor/Raça/Etnia na área de Saúde, Implementação
- troca de experiências e Saúde e Raça, Etnias e Vulnerabilidades.
A adoção do quesito cor, possibilita a identificação
das doenças e a sua incidência nos diferentes grupos étnicos.
Com a produção desses indicadores pode-se cobrar políticas
públicas específicas de atendimento à saúde.
Doenças que
afetam a população negra em grande escala: hipertensão,
diabetes, miomatoses, anemia falciforme.
O stress é um componente importante para prejudicar a saúde dos seres humanos e os negros vivem em constante stress, na busca da sobrevivência, enfrentando dificuldades impostas pelo racismo.
AIDS
– a pauperização da AIDS no mundo, em especial na África,
coloca a população afrodescendente como vítima majoritária
dessa doença.
O Brasil tem sido exemplo nas políticas preventivas, principalmente
pelo trabalho das ONGs. O governo federal distribui medicamentos aos doentes
de AIDS. Porém, ainda assim, estudos científicos produzidos
pela pesquisadora Fernanda Lopes apresentam dados relevantes
sobre a vulnerabilidade das mulheres negras, que acabam recebendo
tratamento desigual dos serviços de saúde.
Luís Eduardo Batista, do Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra do Estado de São Paulo e mestre pela, UNESP pesquisa a mortalidade materna, enfocando a etnicidade dessas mulheres.
Elisabete Pinto – vice presidente da Fala Preta e doutoranda da PUC tem desenvolvido pesquisas sobre saúde reprodutiva e coordenou um trabalho sobre a prática do aborto. Elisabete inova ao apresentar, além dos depoimentos das mulheres (negras e brancas), a fala dos homens, parceiros brancos e negros, demonstrando o quanto nossa sociedade necessita enfrentar essa questão, presente no cotidiano, e ao mesmo tempo proibida por aspectos culturais, religiosos e criminais.
Pesquisadoras(es) que
apresentaram o curso: Maria Palmira da Silva; Lúcia Helena Rangel,
Arthur O Kalichman; Telva Barros, Maria Inês Barbosa, Aparecida Bento;
Penha Lúcia Valério Ramos, Edna Muniz de Souza, Elaine Oliveira
Soares, Lúcia Helena Rangel, Fernanda Lopes, Luís Eduardo Batista,
Elizabete Pinto, Istvan Van Deursen Varga, Rubens CF Adorno. Coordenadoras(es):
Hédio Silva Jr, Yamara Bragatto de Oliveira, Jefferson, Benedito Pires
de Freitas, Rubens de CF Adorno (coord. final). Relatoras: Maria do Carmo
Sales Monteiro, Rita de Cássia da Silva, Elisangela Gomes Dellicolli,
Raquel de Souzas, Maria José Pereira, Chindalena Ferreira Barbosa,
Luíz Eduardo Batista (relator final)Por último trabalharam em
uma agenda para 2004 com propostas e apresentação da estrutura
do Grupo de trabalho, e síntese das mesas temáticas e reflexão
com todo grupo










