Reportagens:
Jader Nicolau Jr.e Rosangela Malachias
Fotos: Jader Nicolau Jr.
Colaboradora: Damaris Germana Roberto





Edson
Cardoso, mestre em Comunicação Social pela UnB e presidente
do Irohin participou da mesa Implementando
a Lei 10.639/2003 (emenda à LDB) e ministrou a Oficina
Desigualdades raciais e políticas de inclusão.
Além de ser uma das mais importantes lideranças do Movimento
Negro do país, Edson Cardoso tem atuado como assessor do Senador Paulo
Paim. É também um estudioso das relações etnico-raciais
no Brasil.
Sobre a Lei que obriga o ensino da história da África e cultura
negra, disse: Esta lei é resultado do esforço do Movimento Negro.
O que preocupa é a distância entre a Lei e a realidade. Cabe
ao movimento e á sociedade civil a cobrança para o seu cumprimento.
Temos, se necessário, que acionar os municípios via Ministério
Público, para que as autoridades responsáveis (secretarias de
educação) implementem a lei.
Sobre o racismo –
Os indicadores sociais que demonstram as desigualdades econômicas entre
brancos e negros são um instrumento precioso para a identificação
do racismo. Eles devem ser usados por militantes, professores, educadores
como método para fundamentar as reivindicações e necessidade
de implementação das políticas públicas.
(...) A força do racismo está na forma como ele é aprendido.
Ninguém nasce racista. A família, a sociedade, a escola é
que produzem seres racistas, ensinam as práticas racistas. Cria-se
uma representação imaginária, falsa e negativa contra
os negros e a principal característica dessa prática é
a desumanização do negro, que é tratado como animal ou
como um objeto.

