Castro Alves

Antônio de Castro Alves, o "poeta dos escravos", nasceu na fazenda Cabaceiras, a 14 de março de 1.847 e morreu em Salvador, a 6 de julho de 1.871, na Bahia.

Era a voz, a consciência, o espírito do movimento abolicionista. Ergueu-se até os limites do possível. Poeta romântico e condoreiro, hugoano convicto, tornou-se o Poeta revolucionário por excelência do movimento abolicionista brasileiro. Foi todavia como poeta branco que ele utilizou e estilizou a temática sombria da escravidão.

Poeta social das senzalas e dos navios negreiros, celebrou a ambos com a sua linguagem de homem branco, de influências francesas, com ritmo hugoano e jamais afro-brasileiro.

Foi talvez o poeta mais venerado e permanente nas reuniões das associações negras dos meados do século em São Paulo. Devido a essa presença, deixou marcas nos versos de poetas negros que andaram pela "Imprensa Negra", da década de 30 em diante, ou de outros que mostraram nas associações negras a sua produção, diante de um público atento e comovido.

Castro Alves foi por muito tempo o maior "poeta negro" das associações culturais da raça. Suas obras mais notáveis são as poesias divididas nos seguintes títulos: Navio Negreiro, Vozes d'África, Espumas Flutuantes e Os Escravos.